Comentário de textos – Fundamentação

O Que significa fazer comentário de um texto?
Introdução
Qual o sentido de uma pergunta como essa que dá título ao texto?
Acaso se justifica a necessidade de eslarecimento de uma prática tão frequente na Psicanálise, para a qual ja existe um conjunto volumoso de comentadores, tornando difícil uma escolha entre eles, em função da excelencia de seus percursos? Ademais, pode-se tambem argumentar na direção contrária dessa iniciativa, uma vez que se privilegie que o que importa é que cada um possa comentar como bem entender, desmitificando que haja um  comentário que se sobreponha aos outros. Afirmação que confunde  insistencia de elaboração sobre uma questão com restrição da liberdade de expressão, já que  o decisivo seria poder fazer comentário a partir do que se sente, como fundamento da interpretação. Diferentemente do que se supõe, a defesa de tais argumentos contribue para o exercício de uma censura que restringe, em nome da liberdade e da pluralidade de opiniões, o advento da leitura como sinonima de resumo e compreensão pessoal. Entendendo que essa ultima, a compreensão, pelo recurso à universalização do discurso que a estrutura, colabora como estratégia de redução dos impasses, das contradições e da falta de sentido presente nos textos.
Em contrapartida, o caminho que conduz à promessa do sonho da formalização integral(1), tanto quanto de sua transmissão(2), é o mesmo que participa da anulação da “heresia”(3) que estrutura a condição de falante.
A apresentação da pergunta, o que significa fazer comentário de um texto?, só é possível depois de ter havido reconhecimento dela como necessária, a partir do trabalho de comentário dos textos de Freud, realizado por Lacan. E não somente isso, como será mostrado mais adiante, mas tambem que a resposta a essa interrogação decide por uma posição. Que é aquela que procura dar voz à entrada de Lacan na Psicanálise, pela psicose feminina(4), numa relação transferencial(5). Ao mesmo tempo em que, posteriormente a ter se valido da obra freudiana para inventar um diagnóstico em sua tese de doutorado, irá apresentar uma teoria do estádio do espelho(6), que não se confunde com o ego da perceção-consciencia freudiano(7). Segue-se a essa articulação, a apresentação, na fundação da nova Sociedade francesa de Psicanálise, dos “tres registros da experiencia humana”(8).
O que se recolhe desse percurso? Um fazer comentário dos textos de Freud como sinonimo de sua leitura, destacando os eixos de articulação para a emergencia de novas elaborações. Desde a Tese de doutorado essa afirmação se justifica. Ainda mais quando podemos nos reportar ao texto para constatar que foi através de uma leitura dos textos do fundador da Psicanálise, que pôde ser inventado um diagnóstico nesse momento, “paranóia de auto punição”(9). O exercício desse percurso se encontra, entre outros, no título do parágrafo II, parte IV, capítulo II:
-“De como ao conceber estes mecanismos autopunitivos, segundo  a teoria freudiana, como uma certa fixação evolutiva da energia psíquica chamada libido, dá-se conta das correlações clínicas mais evidentes da personalidade”(10)
Freud com Fliess, Lacan com Aimée, seus efeitos na obra de cada um.
Sabe-se hoje do papel decisivo que o encontro de Freud com Fliess teve para o surgimento da Psicanálise. Seja considerando-o como “cena primitiva”(11), seja colaborando para os conceitos psicanalíticos, a tal ponto que a ruptura entre os dois acabou se dando no terreno do “roubo de idéias”(12). Mesmo que alguns dos conceitos freudianos advindos dessa época tenham se desembaraçado, aos poucos, da carga de sentido que possuíam em Fliess, é verdade tambem que não é no campo conceitual que a descoberta de Freud pode se firmar, mas sim como “saber que é fundado sobre os avatares do desejo inconsciente”(13). Entendendo que o desejo inconsciente, tanto nesse caso, quanto na entrada de Lacan na Psicanálise com sua paciente Aimée(14), se estrutura numa relação transferencial.
O percurso de elaboração que viria  suceder cada um desses encontros promoveu articulações diferenciadas, no só depois, como forma de dar prosseguimento e tratamento ao  que restou  deles.
As diferentes iniciativas de Freud para a abordagem do conceito de bissexualidade, vindo de Fliess, desde o texto dos “Tres ensaios…”, ilustram a afirmação anterior, ao mesmo tempo que permite entender que o fracasso na transferencia com Dora, não se restringiu a adoção de uma posição normativa em termos da resolução do impasse entre os sexos, tendo em vista a proximidade de tempo da ruptura entre os dois amigos, com essa análise.
Na mesma direção, considerando os efeitos da transferencia com Fliess na obra de Freud, que passa diretamente pela teorização de sua experiencia clínica, pode-se apreender que é na análise do homem  dos ratos onde “reunem-se enfim os dois saberes que eram tão dificeis de manter juntos, o das construções capitais do capítulo VII, e o das experiencias não menos capitais da transferencia sobre Fliess”(15)
Em se tratando da entrada de Lacan na Psicanálise, a partir da psicose feminina, será preciso admitir uma Outra série de consequencias para a articulação do saber psicanalítico, uma vez que  o deslocamento da descoberta freudiana será empreendido em função dos avatares dessa transferência. Sendo assim, os restos desse encontro se farão constar com novas exigências e outros desafios de elaboração, sem que o campo descoberto por Freud tivesse de ser abandonado, ou considerado como superado.
Pode-se notar que, para Lacan, em cada um dos momentos de seu percurso, se trata de abordar Freud valendo-se dos textos do fundador numa dupla operação. Conservando a referencia às fontes na língua alemã, retomando as traduções e introduzindo mudanças de abordagem a partir de novos operadores conceituais, surgidos como efeito desse trabalho. O que não autoriza, de forma alguma, em afirmar que o trabalho de Lacan se limitou a comentar os textos de Freud, tampouco que haveria uma relação de continuidade entre um e outro, na qual a diferença se faria constar somente por termos diferentes para abordar questões que seriam, no fundo, as mesmas.
É porque existe uma prática de comentário dos textos de Freud, por Lacan, desde a Tese, seguida de momentos onde a “disciplina do comentário”(16) é apresentada como equivalente a seu trabalho, “ao nos servirmos dela”(17), que podemos reconhecer que seu percurso é estruturado por ela, ou seja, é daí que advem a construção dos textos e, posteriormente, de suas falas. Como afirmado antes, não significa que ele tenha se limitado a fazer comentário dos textos de Freud. Tampouco que a retomada de uma “disciplina do comentário” possa anular a presença de outros saberes e questões que estiveram presentes na construção da obra.
O que aqui se destaca é que o procedimento de leitura, como comentário dos textos de Freud, vai revelar o sentido do que se afirma depois. Já que  o privilégio dado para a escrita em sua obra, pela lógica e pela topologia, irá reafirmar a presença da impossibilidade como sinonima da impossibilidade de escrever a relação sexual. Portanto, retomando os termos do procedimento de comentário, é justamente porque há impossibilidade de se extrair uma verdade integral de um escrito, que o comentário deve visar os eixos de sustentação dele. Condição que participa do tratamento dos textos na mesma direção do que fundamenta a ética da diferença sexual, qual seja, o abandono da pretensão de uma logica da completude. Que nem sempre se apresenta apenas de forma grosseira, ou psicologizante. Ao contrário, é por tentar demonstrar uma logica, no sentido de introduzir uma forma de pensar a experiencia, que um conjunto de articulações se organizam em direção a um esclarecimento integral, sendo justamente aí, nesse suposto saber, somente teórico, que se reencontra com o fantasma de uma escrita e de uma leitura, enfim, complementares.
Há, portanto, um “Freud deslocado”(18), por Lacan, através de seu “retorno”(19), quanto entre Freud e Lacan há “um encontro faltoso”(20).
Prática do comentário em Lacan
A prática do comentário, em Lacan, se dá, antes ainda, em seu fazer, em seu fazer com os textos de Freud. Será preciso lembrar que existem textos, tais como, “Introdução ao comentário de Jean Hypollite sobre a Verneinug de Feud”(21)? Tão mais decisivos em seu título, quanto nele podemos reconhecer que o comentário vem a partir do Outro, do reconhecimento de seu dizer? Nesse sentido, o  comentário vem depois de poder reconhecer a palavra do Outro como decisiva para ser articulada. Daí que, no momento seguinte ao reconhecimento da palavra do Outro, se pode não somente introduzir, mas tambem fazer uma “Resposta ao comentário de Jean Hyppolite sobre a Verneinug de Freud”(22).
Tais referencias se sustentam  mais além de poderem ser recolhidas textualmente no percurso de Lacan, ainda que se utilizem delas. O que se insiste em articular, vai na contrapartida, sem que seja sua causa, das iniciativas que veem nessa interrogação a oportunidade de apresentar um método, ou ainda, uma teoria do comentário de texto em Lacan, que viria , por fim, ajustar cada um na posição correta de comentador.
Interessa poder sustentar, a partir dessa pergunta, uma posição que situe um percurso, que o apresente como possibilidade de extração de consequencias que estão para além de leituras universalizantes, ou mesmo, reconhecidas como oficiais. E por que interessa sustentar essa pergunta? Porque se trata de colocar à prova as articulações que são decisivas para a prática de cada psicanalista, quando ele se dipõe a compartilhar disso, com “alguns outros”. Dessa maneira, se apresenta uma das alternativas de troca, a partir de sua autorização. Consequentemente, não apenas ele “declara suas razões”, ainda, pode indicar os traços, pela teorização, do objeto que se perdeu, ao insistir em articulá-lo.
Fazer comentário é um fazer com, fazer com o texto, referindo-se a ele. Ocorre que um texto, presente em uma obra, se relaciona com outros, se estrutura a partir de momentos da obra que não necessariamente se apresentam como seus antecedentes. Implica admitir que se o que vem depois pode esclarecer o que veio antes, então essa operação só se torna possível, caso esse caminho esteja indicado pelos significantes que orientaram o sentido da pesquisa, particularmente em função da repetição e da resignificação deles. Nesse sentido, o comentador se sustenta como ator e não diretor da leitura. Em sua função ele dá voz aos significantes  do texto. Ocorre que não há somente uma maneira de dar voz. Pode-se isolar os significantes, tanto quanto as questões que eles promovem, assim como um tipo de não inteligibilidade que não desiste de buscar, entre outras.
E não é mesmo pela retomada de questões em um texto, que vão desde aquelas que se relacionam a seu título, quanto outras que são articuladas a partir dele, que a referencia se mantem, assim como a seu autor? É preciso notar, ainda, que dependendo da condição de articulação do comentador, os textos não precisam ser necessariamente indicados em suas datas e passagens, para que se reconheça a presença deles. Advertencia tão mais necessária, quanto mais temos condições de distinguir entre saber textual e saber referencial. Que se diferenciam pelo isolamento e articulação das questões significantes, de outros que se manteem pela suspensão do compromisso com o dizer, promovendo a literalidade, a tal ponto, que ela se transforma em recurso de silenciamento do sujeito da enunciação.
Merece, tambem, ser destacado que a pergunta, o que siginifica fazer comentário de um texto?, advem a partir do conjunto de reflexões envolvidas na proposta das atividades de comentário dos textos de Freud, no Instituto Vox, apresentada aos membros inscritos em seus grupos de pesquisa. A partir do ano de 2015, foi incluído um compromisso onde cada membro, de cada grupo inscrito no Vox,  se dedica a fazer comentário de um texto de Freud, em público, que se apresente como fundamento para o tema da pesquisa em curso.
Fazer, o que é isso?
O esclarecimento dessa pergunta se apresenta como decisiva, na medida em que o sentido de pesquisa sustentado como objetivo do Vox, faz laço com o que se confere ao fazer comentário. Antes ainda de definir o que significa comentário, vale se ater ao significante comentar, do qual é tributário e que se faz escutar, como dizer, para  ser articulado. Contudo, há a precedencia pelo fazer, não somente comentário, mas faze-lo.
Temos outra acepção do fazer humano que não seja marcado pelo desejo do Outro, e o lugar que, por suposição, negação, recusa ou certeza,cada um ocupa? Temos outra matéria em que o fazer se realiza que não seja pelo corpo de linguagem, como corpogozo?
Se há um materialismo, como” moterialisme”(23), isso significa que não se trata somente de fazer uso de palavras pelo discurso compartilhado, mas sim que, por haver mot, ou seja, palavra pela fala a um Outro(24), desde a qual se encontra presente um sujeito, pelo significante, que é isso que testemunha haver furo, e não somente sentido. Daí que aquilo que se supunha como direção orientada para uma busca, poder ser subvertida pela presença de sujeito, pelo desejo que advem como metonímia. Nesse sentido, o fazer que precede o comentário, no título desse artigo, é um fazer marcado pela condição de se empenhar num achado que se faz para perder. Ou seja, permite refazer a aposta da pesquisa, a busca na qual cada um se engaja, perdendo, ao encontrar.
O comentar e sua causa
Em uma rápida consulta, pode-se recolher no dicionário uma significação primeira em nosso “discursocorrente”, se apresentando como sinonima de “explicar interpretando”, “falar sobre” , “falar maliciosamente sobre”, “criticar”,  “analisar”(25).
Uma vez que no campo de experiencia da Psicanálise se coloca a possibilidade de fazer um Outro  uso das palavras e de seu  sentido corrente, pode-se reconhecer que tal indicação que vem pelo dicionário, e que faz parte de nossas referencias no cotidiano, não é coincidente com a posição de um sujeito, quando ele advem como tal, ou seja , pela fratura do  sentido compartilhado, onde se  supõe que haja uma correspondencia entre aquele que fala e aquele de quem se fala.
Ao se reconhecer que há uma prática do comentário, tal como vem sendo exposta, desde a entrada de Lacan na Psicanálise, e  as consequencias que promoveu na  leitura de Freud, pode-se constatar que essa direção introduz  uma outra pergunta. Afinal, se a prática da leitura pode, de fato, reenviar o comentador ao lugar de ator, e encontrar nesse texto que interroga e se deixa interrogar, antes de responder, o que movimenta a sua busca, isso significa que essa experiencia é o negativo da tarefa, como peso. Para tanto, será preciso ter se decidido a deixar cair um Outro a quem se devotava com sacrificio. Não é incomun, ao contrário, é prática corrente recolher discursos bem estruturados que se manteem nessa direção.
Particularmente difícil é articular como uma prática do comentário se mantem? Não é suficiente afirmar que ela seja possível. Isso, o próprio Lacan afirmou nomeando-a como “disciplina do comentário”. Importa articular que sem um trabalho de transferencia essa prática do comentário não se mantem. Caso ela seja realizada como sinonima de tarefa, a relação com o texto passa, em algum momento, pela dominancia da marca do cansaço e da obrigação excessivos.
Tampouco é incomun  que  nos deparemos com propostas que não se aproximam da práxis, como se o fato de saber situar os termos de um texto, dispensasse articular como eles se realizam na experiencia. Tal indicação se constitue num além do comentário, a partir do que se recolhe na obra de Lacan. O que aqui se insiste, ao incluir a transferencia como íntima a experiencia do comentário de texto, é com o objetivo de ressaltar que os laços transferenciais, marcados por uma proposta de trabalho, podem causar e manter essa prática. Para tanto, é preciso insistir na constituição de espaços que sustentem a aposta de manter um trabalho marcado pelo fracasso. É a partir da inclusão do fracasso que se pode achar algo inédito, permitindo relançar e reestruturar , sem que se limite a repetir a mesma aposta. O que significa que há um desafio em estruturar espaços compatíveis ao manejo das articulações que vem pela obra de Lacan, enquanto “um” psicanalista. Principalmente se considerarmos que para estar à altura dessa iniciativa é preciso não confundir que ao seguir suas propostas, tornamo-nos mais rigorosos. Tampouco que fazendo o mesmo conquistamos a condição de seguidores e alunos.
Desde o primeiro momento o encontro que Lacan promoveu com a obra freudiana foi de um deslocamento que se rigorizou pela menção às metáforas e aos textos do fundador. O  que se tende a esquecer é que esse gesto só pode ser feito por ele, e os que o seguem participam desse efeito. Não se trata, portanto, de fazer como Lacan fazia, no sentido de acreditar que as unicas alternativas possíveis foram as que ele articulou. Nessas, ele teve interesse de sustentar e levou adiante.
E o encontro faltoso entre Freud e Lacan? Pode-se comentar Feud da mesma maneira, depois da obra de Lacan, para aqueles que se valem dele? Pode-se colocar em linha de continuidade o binarismo freudiano com o ternário e o quaternário, que se distinguem na obra de Lacan, acompanhando as psicoses? Para admitir tais interrogações como legítimas, é preciso introduzi-las desde a obra de Lacan e seu percurso, o que não é o mesmo que repetir suas questões.
Uma vez que o fazer comentário é fazer uma busca, seguindo os traços que estruturam e conduzem, significa que esse fazer implica a inclusão do tempo com sujeito(26). Ele estará sujeito aos avatares da inclusão no tempo do desejo, como hesitação, espera, adiamento, precipitação, entendendo que é pela pressa que a inclusão, como ato, se realiza.
Referencias do  texto
1-Lacan, J. Sem XX. pag 150. J Zahar. Ed
2-Lacan, J. Sem XX. pag 162. J Zahar. Ed
3-Lacan, J. Sem RSI. Liçao do dia 10/12/74
4-Lacan, J. Da psicose paranóica em suas relações com a personalidade. Ed Forense Universitária
5-Allouch, J. Marguerite ou A Aimée de Lacan. Pág11. Introdução. Ed Companhia de Freud
6-Lacan, J. O estádio do espelho como formador da funçaõ do eu. Escritos. J Zahar Ed
7-Freud, S. O ego e o id. Vol XIX. Obras completas. J Zahar Ed
8-Lacan, J. O simbólico, o imaginário e o real. Conferencia de abertura da Sociedade francesa de Psicanálise, em 1953.
9-Lacan, J. Da psicose paranoica em suas relações com a personalidade. Cap V, pag 267. Ed Forense Universitária
10-Lacan, J. Da psicose paranóica em suas relações com a personalidade. Cap V, pag 263. Ed Forense Universitária
11-Mannoni, O. A análise original, pag117, in Chaves para o imaginário. Ed Vozes
12-Porge, E. Roubo de idéias? Ed Companhia de Freud
13-Mannoni, O. A análise original, pag 117, in Chaves para o imaginário. Ed Vozes
14-Allouch, J. Marguerite ou A Aimée de Lacan. Introdução. Ed Companhia de Freud
15-Mannoni, O. A análise original, pag 133, in Chaves para o imaginário. Ed Vozes
16- Lacan, J. A coisa freudiana, pag 405. Escritos. J Zahar Ed
17-Lacan, J. A coisa freudiana, pag 405. Escritos. J Zahar Ed
18-Allouch, J. Freud deslocado. Artigo publicado na revista Littoral 14. Disponivel em PDF
19-Lacan, J. A coisa freudiana, pag 406. Escritos. J Zahar Ed
20-Julien, P. Lacan, Freud:um encontro faltoso. Artigo publicado na revista Littoral 14. Disponível em PDF
21-Lacan, J. Introdução ao comentário de Jean Hippolite sobre a “Verneinung” de Freud. Escritos. J Zahar Ed
22-Lacan, J. Resposta ao comentário de Jean Hippolite sobre a “Verneinung” de Freud. J Zahar Ed
23-Lacan, J. Radiofonia. Outros Escritos. J Zahar Ed
24-Lacan, J. As psicoses. Cap III, pag 47. J Zahar Ed
25-Holanda, A B. Novo dicionário Aurélio da lingua portuguesa, verbete comentar
26-Dias, M M. Idéias de Lacan. Organizanização:Oscar Cesarotto. Ed Iluminuras
Mauro Mendes Dias
São Paulo, 24 de fevereiro de 2015

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