Modalidades de Inserção Institucional

A primeira modalidade confere o título de membro a cada um que se engaja por meio de um projeto de pesquisa (veja como fazer pesquisa no Instituto Vox). A segunda confere o título de participante a cada um que frequenta o conjunto de atividades do Instituto Vox, mas não realiza um trabalho de pesquisa.

Paga-se, atualmente, em ambas as modalidades uma mensalidade no valor de R$250,00 (válida para todos os meses do ano, de janeiro a dezembro), que dá acesso a toda a grade de atividades fechadas e ao seminário ministrado por Mauro Mendes Dias, bastando apenas a inscrição do nome na atividade que desejar frequentar. Cabe ressaltar que algumas atividades possuem limite de participantes.

O boleto bancário de cobrança da mensalidade é enviado por e-mail e o não pagamento gera juros e multa adicional, sendo que após duas notificações consecutivas e acumuladas de atraso, fica inviabilizada a entrada e a participação nas atividades.

Encontra-se firmado que o membro do Instituto Vox sustenta esse título durante o período de vigência de sua pesquisa de pelo menos dois anos, ao cabo dos quais pode renová-la ou mudar de tema. Caso não deseje continuar fazendo pesquisa e decida continuar frequentando as atividades do Instituto Vox, o membro passa para a categoria de participante.

Os membros e os participantes do Instituto Vox se comprometem a participar da atividade de comentário de textos de Jacques Lacan, apresentando uma ou mais lições do seminário a ser abordado e participando também das apresentações dos colegas que irão fazer os comentários das outras lições. Este procedimento tem a ver com criar relações de cooperação e trabalho mais próximas entre a comunidade do instituto.

Tanto os membros quanto os participantes podem solicitar a inclusão como analistas praticantes, sem que haja qualquer julgamento ou decisão por parte do Instituto Vox quanto a essa declaração.

A nomeação analista praticante foi adotada por Jacques Lacan na “Proposição de 09 de outubro de 1967”, publicada nos Outros Escritos. Tem como objetivo fazer constar na comunidade dos pares a implicação que cada um tem com a prática da Psicanálise. Ela se encontra inteiramente fundamentada no exercício clínico que cada um sustenta. É preciso insistir que essa nomeação, portanto, diz respeito a uma prática que cada um declara sustentar, ou seja, se trata de um compromisso com a práxis clínica, a qual cada um nomeia como analítica.

No Instituto Vox, a partir da nomeação analista praticante o membro ou participante firma o compromisso de frequentar as discussões clínicas, segundo o dispositivo em vigor da atividade de “Apresentação de pacientes” e do “Grupo Clínico”, ambos os espaços de ensino pelo real. Isso porque consideramos que, quando alguém faz questão de incluir seu nome vinculando-o a prática com a Psicanálise, ele ou ela compromete-se a sustentar tal afirmação, participando das atividades clínicas relativas a esse campo de experiência.

O Instituto Vox de Pesquisa em Psicanálise funciona sustentando a formação continuada do psicanalista. Tal visada de formação é baseada no princípio de autorização do psicanalista enunciado por Jacques Lacan na sessão de 9 de abril de 1974: “o psicanalista só se autoriza de si mesmo e por alguns outros”. O que decide por uma formação que implica o psicanalista num momento de decisão, a partir do qual ele se nomeia junto a seus pares, tendo como referência fundadora a sua própria experiência de análise. Nesses termos, sua autorização não se confunde com auto-ritualização, tampouco advém de terceiros. Por isso mesmo, ela condiciona um compromisso permanente de sua presença numa comunidade na qual decide participar, bem como o engajamento num trabalho com a transmissão da Psicanálise, incluindo aí os diferentes problemas que sua prática promove.

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