Política

No tocante à bibliografia sobre política em Freud é preciso considerar que não há uma menção explícita a essa palavra na obra do fundador da Psicanálise. Contudo, admite-se largamente que nos chamados “textos sociais”encontraria-se a articulação dessa questão.

Ainda que não seja desprovida de interesse, tal observação deixa passar desapercebido que o método freudiano de tratamento implica na instauração de uma nova relação e, nesse sentido, a partir dela, uma serie de questões, inclusive a da sua própria constituição podem ser articuladas com diferentes extensões. Para tanto, será preciso recolher o que Freud apreende e elabora no exercício de seu método orientado pela economia do desejo inconsciente.

Assim se poderá reconhecer o destaque conferido aos diferentes vínculos sociais que procuram suturar a condição de desamparo que é constitutiva a cada um. Tal reconhecimento permite retomar a geração de teorias que procuram eliminar o mal estar na história do movimento psicanalítico, tanto quanto são responsáveis pela geração de ilusões como estratégia de condução dos grupos.

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Os textos referentes a política em Lacan se inscrevem desde cedo junto ao trabalho de retomada da verdade freudiana que inaugura seu percurso. Disso decorre uma crítica da intersubjetividade, tanto quanto do modelo institucional que se ocupava da formação do psicanalista. Sendo assim, há uma solidariedade entre os avanços de Lacan no tocante a direção do tratamento introduzindo um Outro lugar para o psicanalista produzir laços de trabalho, no caso, a Escola.

No avanço de seu ensinamento o tema da política se faz notar através da invenção dos meios necessários para situar as estruturas que regem os lugares do sujeito nos discursos, ao mesmo tempo em que analisa as repercussões da ciência, da arte e da religião em nossa época.

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