Psicose

A bibliografia sobre as psicoses em Freud, não se reduz as elaborações avançadas no texto sobre Shereber. Em diferentes momentos ele articula: nos sonhos; pela diferença entre delirium e delírio; pela economia narcótica; pelos esclarecimentos que confere ao funcionamento do inconsciente; pelas neuroses narcóticas; pelo tipo de presença da angústia; pela relação entre as instancias psíquicas no quadro de uma outra classificação diagnóstica, a partir da segunda tópica.

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A bibliografia sobre psicose em Lacan merece ser inaugurada por sua Tese de doutorado “Da psicose paranóica em suas relações com a personalidade”, ainda que nesse período de sua produção ele se apresentasse como psiquiatra e não como psicanalista. Isso porque, por um lado, a novidade desse texto implica na invenção de uma modalidade de paranóia e solução dela inteiramente apoiada na obra freudiana. Por outro lado, seguindo os comentários do próprio Lacan, foi o trabalho com sua paciente que o permitiu ingressar na psicanálise.

No tocante a retomada das elaborações freudianas sobre o caso Shereber, no Seminário 3 e no texto “De uma questão preliminar a todo tratamento possível da psicose”, é decisivo que tais estudos sejam acompanhados ou precedidos pela leitura do livro de Shereber, “Memórias de um doente dos nervos”.

A indicação do Seminário 23 não significa que consideramos que Joyce fosse psicótico, mas sim de que sua escrita permitiu a ele reparar a falha de maneira a recompor o nó borromeano que sustenta uma posição. Duas citações de Lacan são esclarecedoras nesse sentido.

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