Tema do Seminário, lançamento do livro sobre a Voz na experiência psicanalítica, Mesa de discussão e Ciclo de palestras sobre Trauma e política

O Seminário sobre Fundamentos da clínica do psicanalista, pelas psicoses, que tem procurado sustentar o lugar decisivo da voz na experiência psicanalítica, seja no tocante a sua práxis, tanto quanto sua teorização, esse ano, tal como presente nos dois últimos Seminários de 2014, avança na direção da questão da voz na neurose obsessiva. Essa temática foi estruturada a partir das elaborações que a antecederam,  permitindo que uma nova série de questões sejam articuladas em função do que se apresentou como decisivo, desde a tomada em consideração da voz, a partir das psicoses. O que revela que a indicação da psicose como um dos três temas presentes nas pesquisas do Vox, antes de se instituir como uma limitação, permite a articulação de questões que levam à retomada da clínica das neuroses, a partir de um Outro lugar.

Está programado para 10 de abril, sexta feira, o lançamento do livro: A voz na experiência psicanalítica: Livraria Martins Fontes, Av. Paulista, 509 Piso térreo, das 18:30 às 21:30hs que reúne os trabalhos apresentados na Jornada sobre a voz na experiência psicanalítica, promovida pelo Seminário, antes da criação do Vox.

A modalidade de uma mesa de discussão, que passa a ser adotada esse ano nas atividades do Vox, tem como objetivo reunir um conjunto de estudiosos sobre um tema, na presença de um coordenador, que insistirá para que cada um teça suas elaborações num formato que não se confunde com o da comunicação de um texto lido, mas sim a partir de notas e observações, assim como de trechos de material publicado que desejem se valer para iniciar suas articulações. Em seguida o coordenador promove que os diferentes participantes dialoguem um com os outros a partir de seus pontos de convergência e dissonância. Posteriormente o público participa com outras questões.

No primeiro semestre desse ano haverá um conjunto de conferências sobre Trauma e política, das quais participarão três psicanalistas, a  seguir no Calendário, com autoras de estudos sobre o tema desde diferentes pontos de vista. Esse ciclo teve início em função das questões promovidas pela apresentação da psicanalista Míriam Debieux, dentre as quais:

– como conceber o trauma na Psicanálise?

– há uma clínica do trauma?

– como manejar a transferência com sujeitos que, pelo trauma, se tornaram refratários, e mesmo impedidos de se dirigirem ao Outro sob a forma de demanda?

– qual é  a relação entre o trauma e o real, assim como suas diferentes acepções?

– é possível considerar uma operação de “correção do nó”, tal como Lacan propõe para o caso Joyce, na experiência com os sujeitos traumatizados? Em caso positivo, quais as referências de articulação?

– qual a relação entre o trauma e o fantasma?

– o inconsciente é o traumático?

– qual a diferença da posição de um psicanalista frente a disseminação da concepção generalizada do trauma na clínica psiquiátrica e na cultura?

– por que em nosso século se assiste o comparecimento do trauma sob a forma do extermínio e quase devastação de contingentes populacionais cada vez mais numerosos?

– por que o trauma se tornou o argumento privilegiado quando se demandam reparações aos meios jurídicos?

– qual a situação em que se encontram os serviços em nosso estado voltados ao atendimento de pessoas que passaram por experiências traumáticas?

– o que cada psicanalista pode contribuir para o debate sobre a questão, assim como para sua clínica, seja no atendimento de consultório, seja nos serviços oferecido à população?

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